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Categoria: Notícias

  • Formação de ciclone próximo à Região Sul traz ventos costeiros

    Formação de ciclone próximo à Região Sul traz ventos costeiros

    A formação de um ciclone extratropical próximo à costa da Região Sul, nesta sexta-feira (16), pode ocasionar ventos costeiros intensos no litoral da região e favorecer o avanço de ar frio sobre o centro-sul do Brasil.

    Na Região Sul, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para ventos costeiros em toda a faixa litorânea do Rio Grande do Sul e no litoral de Santa Catarina até a região de Florianópolis.

    Com a entrada de ar mais seco e frio, a nebulosidade diminui e o sol predomina, principalmente no oeste do Rio Grande do Sul. Já os termômetros continuam marcando temperaturas amenas. A mínima será de 13°C, em Curitiba, e a máxima não ultrapassa 22°C, em Florianópolis.

    No Sudeste do país, as condições de chuvas com trovoadas continuam. Um aviso laranja de perigo alerta para tempestades no Triângulo Mineiro, no centro, sul e sudeste de Minas Gerais, no centro e sul do Espírito Santo, em todo o estado do Rio de Janeiro e nas porções norte e leste de São Paulo.

    A massa de ar seco e frio proveniente da Região Sul começa a diminuir o volume de chuvas em São Paulo e no Triângulo Mineiro, somente durante a noite. Nas capitais, a mínima será de 15°C, em São Paulo, e a máxima de 30°C no Rio de Janeiro.

    No Centro-Oeste, há um aviso laranja de perigo para tempestades no sul de Goiás e aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no noroeste, norte, centro e leste de Mato Grosso, no leste de Mato Grosso do Sul, no Distrito Federal e nas demais áreas de Goiás.

    As temperaturas apresentam tendência de queda na região e, entre as capitais, a mínima será de 18°C, em Campo Grande, e a máxima de 30°C, em Goiânia.

    Na Região Nordeste, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades no oeste, centro e sul da Bahia, incluindo áreas em torno de Salvador. Também deve chover no centro e sul do Maranhão e no sudoeste do Piauí.

    Entre as capitais, a temperatura mínima será de 22°C, em Maceió, e a máxima será de 39°C, em Teresina.

    Na Região Norte, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades no Amazonas, em Rondônia, no Acre, no sul do Pará e no centro e sul do Tocantins. Também pode chover de forma isolada no centro do Pará, no norte do Tocantins e em Roraima.

    A temperatura nas capitais varia entre a mínima de 24°C, em Rio Branco, e a máxima de 37°C, em Palmas.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Atirador mata pelo menos 4 pessoas em escola dos Estados Unidos

    Atirador mata pelo menos 4 pessoas em escola dos Estados Unidos

    Um atirador de 16 anos abriu fogo nessa quinta-feira (15) em uma escola em Bend, no estado norte-americano do Oregon, matando quatro pessoas, incluindo três crianças. Ele foi morto por um morador da comunidade que o havia perseguido até dentro da escola, informou a polícia.

    O atirador entrou na Escola Primária Silver Rail atirando nas portas trancadas, disse a polícia, sem fornecer mais detalhes além da idade do suspeito.

    As vítimas são crianças de 5, 8 e 11 anos e um professor. Além disso, um aluno de 7 anos e um professor de 54 foram levados ao hospital com ferimentos graves, informou o chefe de polícia de Bend, Mike Krantz, em entrevista.coletiva

    A governadora do Oregon, Tina Kotek, que participou da coletiva, agradeceu ao integrante da comunidade que “interveio heroicamente para impedir mais perdas de vidas”.

    “Nenhum pai ou mãe deveria passar por um dia assim, e nenhuma comunidade deveria ter que viver isso. E à medida que soubermos mais sobre as crianças e os adultos que foram mortos ou feridos, e sobre suas famílias e entes queridos, vamos chorar muito, vamos chorar juntos e, provavelmente, vamos chorar em particular”, disse Kotek.

    Krantz afirmou que o membro da comunidade, cuja identidade ele não revelou, viu o suspeito entrar na escola e o perseguiu.

    Tiroteios em escolas se tornaram um fenômeno recorrente na vida norte-americana, incluindo ataques de grande repercussão, como os ocorridos na Columbine High School em 1999, na Sandy Hook Elementary School em 2012, na Marjory Stoneman Douglas High School em 2018 e na Robb Elementary School em Uvalde, Texas, em 2022.

    Cada tiroteio reacende os debates sobre as leis de porte de armas em um país onde o direito ao porte é protegido pela Segunda Emenda da Constituição. Defensores do direito ao porte de armas têm sugerido o armamento de professores como forma de defesa.

    Krantz disse que todos os policiais de Bend passaram por um dia inteiro de treinamento para lidar com atiradores ativos em agosto.

    “Infelizmente, isso é algo para o qual treinamos regularmente, e precisamos fazer isso”, declarou Krantz. “Essa será uma investigação longa.”

    * (Reportagem adicional de Kanishka Singh e Jasper Ward)

    * É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil (Daniel Trotta e Steve Gorman – Repórteres da Reuters*). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Economia: Lula e Flávio divergem sobre ajuste fiscal e papel do Estado

    Economia: Lula e Flávio divergem sobre ajuste fiscal e papel do Estado

    As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam diferenças na condução das contas públicas, na política tributária e nas relações de trabalho.

    Enquanto Lula aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos, programas sociais e valorização da renda, Flávio defende a redução da estrutura estatal, cortes de despesas e diminuição de impostos e encargos.

    Apesar das divergências, as duas campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública. O principal contraste está nos instrumentos previstos para equilibrar as contas e estimular a atividade econômica.

    Resumo das propostas econômicas

    Lula

    • Continuidade com ampliação de investimentos e políticas sociais
    • Contas públicas: manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais melhores com crescimento econômico.
    • Impostos: aprofundar a tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas.
    • Trabalho e renda: manter a valorização real do salário mínimo e defender a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte salarial.
    • Investimentos: ampliar infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável.
    • Programas sociais: manter o Bolsa Família e expandir políticas habitacionais e de combate à fome.

    Flávio Bolsonaro

    • Redução do Estado e contenção mais forte das despesas
    • Contas públicas: criar uma nova regra fiscal, com limites para despesas associados à trajetória da dívida.
    • Gastos públicos: reduzir ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas.
    • Impostos: propor reduções tributárias e simplificação regulatória.
    • Trabalho e emprego: criar modalidades de contratação com menor custo para empregadores em determinados grupos etários.
    • Produção: estimular o agronegócio, melhorar a logística, ampliar o armazenamento de safras e apoiar a produção nacional de fertilizantes.

    Ajuste fiscal

    Lula pretende manter o arcabouço fiscal, mecanismo que estabelece limites para o crescimento das despesas públicas. A estratégia combina controle de gastos, busca por maior arrecadação e crescimento econômico para melhorar os resultados das contas públicas.

    A política econômica também prevê investimentos em infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável. A avaliação da equipe é que a expansão da atividade econômica pode contribuir para elevar a arrecadação e sustentar políticas públicas.

    Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal vinculada à trajetória da dívida e medidas para reduzir despesas administrativas, incluindo a estrutura ministerial e os cargos comissionados. A campanha também defende a simplificação regulatória e a redução de tributos.

    Em agosto deste ano, em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano do candidato prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.

    O detalhamento dos cortes e seus efeitos sobre os serviços públicos permanecem entre os pontos que exigem esclarecimento. No último dia 9, o candidato negou que acabará com programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular.

    Impostos e investimentos

    Na área tributária, Lula defende maior progressividade, com participação proporcionalmente maior das rendas mais altas no financiamento do Estado. O governo também pretende dar continuidade a investimentos do Novo PAC e a políticas de incentivo à indústria nacional.

    Flávio, por sua vez, prioriza a redução de impostos, a diminuição dos custos para empresas e a desburocratização. Entre as propostas para o agronegócio estão melhorias na logística, ampliação da capacidade de armazenamento de safras, seguro rural e estímulo à produção nacional de fertilizantes.

    A execução dessas medidas dependerá da compatibilidade entre as reduções tributárias e as metas fiscais. No caso de Flávio, cortes de despesas teriam de compensar, ao menos em parte, eventuais perdas de arrecadação. Na proposta de Lula, os resultados dependeriam do crescimento econômico, da arrecadação e do controle dos gastos.


    Valorização do salário mínimo e custos de contratação são debatidos nos planos dos candidatos à Presidência Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Trabalho e renda

    Lula defende a valorização real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. A agenda também prioriza a manutenção de direitos trabalhistas e a ampliação da proteção social.

    Flávio enfatiza a redução dos custos de contratação e a flexibilização de modalidades específicas de trabalho. As propostas partem de perspectivas diferentes sobre como estimular o emprego, com possíveis efeitos sobre salários, formalização e custos das empresas que dependerão da implementação das medidas.

    Programas sociais

    Lula pretende manter e aperfeiçoar programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de preservar políticas de combate à fome.

    A equipe de Flávio também declarou intenção de manter programas sociais, entre eles Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular. A questão central é como financiar essas iniciativas diante das respectivas metas de ajuste fiscal.

    Governos anteriores

    De 2019 a 2022, o governo Jair Bolsonaro enfrentou a pandemia de covid-19 e os efeitos da guerra na Ucrânia, que pressionaram a atividade econômica e os preços. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, em média, cerca de 1,4% ao ano. A gestão adotou medidas emergenciais de auxílio, promoveu privatizações e concessões e encerrou 2022 com a dívida bruta em torno de 72% do PIB, com o adiamento do pagamento de precatórios.

    No terceiro mandato de Lula, entre 2023 e 2025, o PIB cresceu, em média, aproximadamente 2,9% ao ano, considerando os dados revisados do período. O governo ampliou investimentos em infraestrutura, retomou políticas sociais, valorizou o salário mínimo e aprovou a reforma tributária sobre o consumo. O desemprego também caiu, atingindo 5,6% em 2025, segundo o IBGE.

    Na área fiscal, a dívida pública diminuiu em proporção do PIB ao final do governo Bolsonaro, mas voltou a crescer durante o terceiro mandato de Lula, atingindo 82,9% do PIB em agosto deste ano. A comparação, porém, exige considerar a pandemia, o cenário internacional, os juros e as medidas adotadas em cada período. Os indicadores mostram trajetórias diferentes de crescimento, emprego e endividamento, sem permitir atribuir todos os resultados exclusivamente às decisões de cada presidente.

    Fonte: Agência Brasil (Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Segurança alimentar exige esforço coletivo e articulação

    Segurança alimentar exige esforço coletivo e articulação

    Produtores da agricultura familiar e líderes de cozinhas solidárias comemoram o Dia Mundial da Alimentação, nesta sexta-feira (16), com a certeza de que é possível manter o Brasil fora do Mapa da Fome por meio do esforço coletivo.

    Em julho deste ano, a Organização das Nações Unidas reafirmou que o país manteve abaixo de 2,5% o percentual da população subnutrida nos últimos três anos.

    Isso foi possível graças ao trabalho de pessoas como dona Maria do Cerrado, liderança comunitária à frente da Cozinha Solidária Cantinho da Vovó, em Brasília, que alimenta mais de 800 pessoas em situação de vulnerabilidade.


    Dona Maria, da cozinha solidária Comidinhas da Vovó, em Brasília, entrega cestas básicas a famílias vulneráveis. Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Três vezes por semana, dona Maria e outros 37 voluntários se revezam na separação, no armazenamento e no preparo dos alimentos, na arrumação das mesas e na recepção daqueles que chegam em busca não só de alimento, mas também de acolhimento.

    Dona Maria diz que muitos problemas familiares e até mesmo casos de violência são solucionados em volta da mesa.

    “É o momento em que a gente se aproxima para conversar aqui dentro desse espaço que alimenta, onde a gente cultua o alimento como sagrado, como cura. Por isso, é feito com muito zelo”, diz.

    O lugar também entrega 200 cestas básicas às famílias mais vulneráveis cadastradas. Tudo isso só foi possível depois que a Cozinha Solidária Cantinho da Vovó passou a receber frutas, verduras, legumes e hortaliças diretamente de produtores como Hosana Alves do Nascimento.

    Filha de agricultores familiares, ela conseguiu transformar uma área urbana em São Sebastião, cidade-satélite do Distrito Federal, em um sistema agroflorestal que produz culturas de curto prazo, como hortaliças, verduras e raízes, junto com árvores frutíferas e oleaginosas.

    “Como é uma área pequena, então a gente otimizou para dar muita coisa. A nossa produção é considerada agroecológica, porque não usa veneno”, diz.

    A articulação entre a produtora e a cozinha que oferece o alimento final ocorreu por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário que compra os alimentos e os fornece às cozinhas solidárias. Estas, por sua vez, integram outra política pública, do Ministério do Desenvolvimento Social, voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.

    Segundo Lilian Rahal, secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, a criação desse elo entre diferentes pessoas permite que o alimento chegue a quem precisa.

    “Essa parceria faz com que nós consigamos entregar comida de verdade, alimentos produzidos pela agricultura familiar, alimentos saudáveis, em regiões onde nem sempre o Estado consegue estar presente por meio da sua institucionalidade”, diz.

    Além de garantir alimentos saudáveis, a articulação entre diferentes atores sociais também permite oferecer uma maior variedade de alimentos a quem precisa.

    Hosana, que sempre conheceu diferentes alimentos por causa de sua experiência com o cultivo, nem imaginava que muitas pessoas não tinham acesso sequer aos mais comuns.


    A produtora rural Hosana do Nascimento entrega alimentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) à cozinha solidária Comidinhas da Vovó – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    “Em uma das entregas, um menininho perguntou à mãe: ‘Nós vamos comer melancia?’ Aquilo me doeu por dentro, de a criança não ter acesso a uma simples melancia”, conta a produtora.

    A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, lembra que esse trabalho de enfrentamento à insegurança alimentar começou quando o Brasil ainda estava no Mapa da Fome e partiu da própria sociedade civil, “que se organizou durante a pandemia e criou esses espaços da cozinha solidária”.


    A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavel, durante entrega de produtos do Programa de Aquisição de Alimentos à cozinha solidária Comidinhas da Vovó, na Vila Planalto, em Brasília – Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Fonte: Agência Brasil (Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Estreante, Cruzeiro será 15º brasileiro na Libertadores Feminina

    Estreante, Cruzeiro será 15º brasileiro na Libertadores Feminina

    Bicampeão da Libertadores entre os homens, o Cruzeiro chega à versão feminina do maior torneio do continente pela primeira vez. A estreia será nesta sexta-feira (16), às 21h (horário de Brasília), contra a LDU, dona da casa – a competição ocorre em Quito, capital equatoriana.

    O Estádio Casa Blanca, palco da partida, é justamente onde o adversário das Cabulosas manda os jogos. O Bolívar (Bolívia) e o Olimpia (Paraguai) também integram o Grupo C.

    Classificada à Libertadores pelo vice do Campeonato Brasileiro do ano passado, a Raposa chega ao torneio com vários desfalques por contusão. Caso das zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene, regularmente utilizadas pelo técnico Jonas Urias, que se recuperam de lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho.

    A última baixa foi a goleira Cláudia, que lesionou a coxa direita. Para substitui-la, o time celeste foi atrás de Taluane, do América-MG, e conseguiu inclui-la na lista definitiva que foi enviada à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A primeira opção da posição deve ser Camila Rodrigues, que iniciou a temporada como titular.

    Por outro lado, a atacante Letícia Ferreira voltou a ficar à disposição após se recuperar de uma cirurgia no ombro direito que a tirou dos gramados por dois meses. Em 2025, a jogadora foi a artilheira cruzeirense na temporada, com 27 gols.

    O Cruzeiro é o 15º clube brasileiro a participar da Libertadores Feminina em 18 edições. Cinco times do país já venceram a competição, com destaque para o Corinthians, atual tricampeão e dono de seis títulos – um deles em parceria com o Audax. São José (três), Santos, Ferroviária (ambos dois) e Palmeiras (um) também levantaram a principal taça do continente.

    O futebol paulista é o que mais teve representantes: oito (Corinthians, Audax, São José, Santos, Ferroviária, Palmeiras, Centro Olímpico e São Paulo). O Cruzeiro é o primeiro de Minas Gerais a participar.

    Mais seis estados já contaram com equipes na competição: Amazonas (Iranduba), Paraná (Foz Cataratas), Pernambuco (Vitória das Tabocas), Rio de Janeiro (CEPE/Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Internacional) e Santa Catarina (Avaí/Kindermann). Entre eles, Foz (2012) e Iranduba (2018) até chegaram perto do título, mas ficaram com o vice para Colo-Colo (Chile) e Atlético Huila (Colômbia), respectivamente.

    Palestrinas largam com vitória

    Campeão em 2022, o Palmeiras estreou na noite da última quinta-feira (15) na edição deste ano da Libertadores. As Palestrinas iniciaram a busca pelo segundo título com uma vitória magra sobre o Universitario (Peru), por 1 a 0, no Estádio Banco Guayaquil.

    Líder do Grupo B com três pontos, o Verdão volta a campo no domingo (18), às 17h, para encarar o Belgrano (Argentina), novamente no Banco Guayaquil. Mais cedo na quinta, as argentinas empataram por 1 a 1 com outro anfitrião, o Dragonas, time feminino do Independiente del Valle. Ambos somam um ponto.

    A técnica Rosana Augusto preservou as jogadoras do Palmeiras que estavam com a seleção brasileira nos jogos contra a Argentina. A lateral Raíssa Bahia e as atacantes Bia Zaneratto e Taina Maranhão iniciaram o confronto no banco. As Palestrinas já estão sem a goleira Kate Tapia – ausente por “questões disciplinares” – e a lateral Ana Guzmán, que rompeu o LCA do joelho direito pela Colômbia em amistoso na última terça-feira (13).

    O Verdão não teve dificuldades para controlar o jogo, mas desperdiçou oportunidades de construir uma vantagem robusta. Mesmo assim, não demorou a sair na frente com Brena, aos 15 minutos.

    A volante foi lançada na esquerda pela meia Andressinha e, de primeira, deixou Emily Assis na cara do gol. A lateral bateu na saída da goleira Mia Shalit, que fez boa defesa, mas a sobra ficou justamente com Brena, que mandou para as redes.

    As Palestrinas poderiam ter ampliado aos 24. A atacante Gláucia abriu na esquerda com Brena. Impedida, ela cruzou para a volante Diany completar de carrinho para o gol. Após a revisão da arbitragem de vídeo, o lance foi anulado.

    O ritmo do jogo caiu sensivelmente a partir da reta final do primeiro tempo devido aos 2.850 metros da altitude de Quito. A lateral Milagros Rolón, do Universitario, chegou a passar mal por causa da falta de ar e precisou ser atendida com cilindros de oxigênio, tendo que ser substituída aos 39 minutos.

    Assim como na etapa inicial, o segundo tempo foi de chances perdidas pelo time brasileiro, boa parte delas graças a defesas de Shalit. Aos 23 minutos, a zagueira Pati Maldaner cobrou um pênalti na mesma trave esquerda que, nos acréscimos, salvou as peruanas em um chute de fora da área da volante Duda Santos.

    Fonte: Agência Brasil (Lincoln Chaves – Repórter da EBC). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Sem chutar a gol na Argentina, Flamengo sobrevive na Libertadores

    Sem chutar a gol na Argentina, Flamengo sobrevive na Libertadores

    O torcedor do Flamengo acordou nesta sexta-feira (16) mais aliviado do que satisfeito com o que viu na noite de ontem (15). O empate sem gols contra o Estudiantes, no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, pelas semifinais da Libertadores, foi melhor que a atuação em solo argentino – a Rádio Nacional transmitiu ao vivo.

    A partida de volta será na próxima quinta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, também com transmissão da Rádio Nacional. Uma nova igualdade no Rio de Janeiro leva a decisão da vaga para os pênaltis. A vitória simples basta para qualquer um dos lados.

    Apesar de ter maior posse de bola (55% a 45%), o Flamengo foi improdutivo ofensivamente diante de um adversário cujo valor de mercado, segundo o site especializado Transfermarkt, é quatro vezes inferior. O Rubro-Negro finalizou cinco vezes ao longo dos mais de 90 minutos de bola rolando. Nenhum desses chutes, porém, foi na direção da meta defendida por Fernando Muslera.

    O Estudiantes teve o controle das ações de ataque durante toda a partida, mas foi bem pouco eficiente. A equipe argentina deu 21 chutes. Apenas seis foram ao gol de Agustín Rossi.

    A única chance mais clara ocorreu aos 32 minutos do primeiro tempo. Dentro da área, o atacante Tiago Palácios ficou com a sobra de uma cabeçada ruim de Léo Ortiz e chutou cruzado. A bola passou por Rossi, mas não pelo também zagueiro Léo Pereira, que salvou quase em cima da linha.

    O cenário se assemelha ao das oitavas de final, quando o Flamengo também decidiu o futuro no Maracanã após empatar o jogo de ida (1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão, em Belo Horizonte). Nas quartas, o atual campeão da Libertadores sofreu fora de casa contra o Independiente de Valle, com a diferença que retornou do Estádio Banco Guayaquil, em Quito (Equador) com uma vitória por 2 a 0.

    O adversário, porém, é mais letal fora do que dentro de casa nesta Libertadores. Nas oitavas, após empatar por 1 a 1 com a Universidad Católica na Argentina, o Estudiantes fez 3 a 0 na equipe chilena quando atuou na Claro Arena, em Santiago. Já nas quartas, a mesma coisa: 1 a 1 com o Corinthians em La Plata e vitória por 1 a 0 na Neo Química Arena, em São Paulo.

    Palmeiras na frente

    Na outra semifinal, o Palmeiras saiu na frente do Fluminense. Mesmo atuando no Maracanã, o Verdão superou os tricolores por 2 a 1 na última quarta-feira (14), com gols do centroavante Flaco López e do volante Marlon Freitas – o atacante Wesley Natã descontou para os anfitriões. A partida teve transmissão da Rádio Nacional.

    O Alviverde tem a vantagem do empate no jogo de volta, quarta-feira que vem (21), às 21h30, no Nubank Parque – a Rádio Nacional transmite o confronto em São Paulo. Os cariocas têm de ganhar por dois gols ou mais de diferença para avançar à decisão ainda no tempo normal. Caso vençam por um gol e igualem o placar agregado, a decisão será nos pênaltis.

    Se Palmeiras e Flamengo passarem, será a terceira vez que eles se enfrentam em uma final de Libertadores – algo inédito. O Verdão foi campeão em 2021 e o Rubro-Negro deu o troco no ano passado. Caso o Estudiantes avance, pode repetir a decisão de 1968 se o adversário for o time alviverde. Na ocasião, os argentinos levaram o título.

    Fonte: Agência Brasil (Lincoln Chaves – Repórter da EBC). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

    Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

    Candidato à reeleição, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de sabatina no Jornal Nacional (TV Globo) nesta quinta-feira (15) e defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.

    Lula disse ser favorável à discussão sobre o assunto no Congresso Nacional após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

    “Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e qualquer crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC. Aprova a PEC e aí discute isso”, afirmou o candidato, em resposta à jornalista Renata Lo Prete.

    O texto da PEC, que passou pela Câmara dos Deputados, ganhou celeridade no Senado após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem alterações, e está pronto para ser votado em plenário em dois turnos. Não há, no entanto, previsão para que isso ocorra. A oposição tenta incluir uma emenda reduzindo para 14 anos a maioridade penal para crimes hediondos.

    Segurança pública

    Lula defendeu a aprovação da PEC para garantir a participação da União na segurança dos estados. Segundo o candidato à reeleição, os estados “não tiveram competência” para entregar segurança ao cidadão.

    Ele afirmou que, após a aprovação da PEC, poderá criar o Ministério da Segurança Pública, definir o papel das polícias e evitar a ação dos bandidos de dentro da cadeia.

    “Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”.

    Economia

    Perguntado sobre a dívida pública, dívida contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do Governo Federal, Lula defendeu o crescimento do país através do investimento na renda dos mais pobres.

    “Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos, é pobreza, e pouco na mão de muitos, é riqueza. O que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia, é fazer o dinheiro rodar na mão do povo, disse.

    Lula afirmou ainda que neste último governo o Brasil passou de 12ª economia do mundo para a décima, investindo em políticas para população mais humilde.

    “Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. E eu não quero que o povo pobre pague. A forma de fazer crescer a economia não é cortar do pobre”.

    Ele ainda defendeu o reajuste em 15% no Bolsa Família. Segundo ele, o reajuste não foi feito antes porque ele não sabia do problema.

    “Eu fiquei sabendo que não tinha sido aumentado. E tomei a decisão de aumentar o valor para as pessoas porque tinha espaço fiscal”.

    O candidato do PT também lembrou da aprovação do fim da jornada 6×1 de trabalho, ocorrida ontem (14) no Senado, em uma pauta defendida pelo seu governo.

    Mencionou a medida do governo anunciada esta semana para perdoar dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs), entre outras providências, e prometeu tarifa zero no transporte público nos fins de semana.

    EUA e Tarifaço

    Questionado sobre as perdas econômicas com o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil tem se saído bem na procura por outros mercados para compensar a redução no comércio com o país norte americano.

    “O que me deixa tranquilo é que embora tenhamos tido queda de 9% na relação com os Estados Unidos, crescemos 20% com a China, 15% com a indonésia, 16% com a Alemanha. E batemos recordes de superávit comercial”, disse Lula.

    Ele afirmou ainda que prefere negociar uma solução com o governo de Donald Trump, mas aplicar o princípio da reciprocidade não está descartado.

    “Quem deve estar preocupado conosco são os Estados Unidos. Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas se tiver que fazer nós vamos. Eles têm mais a perder que a gente”.

    Fonte: Agência Brasil (Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Congresso aprova exame obrigatório para exercício da medicina

    Congresso aprova exame obrigatório para exercício da medicina

    O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (15) a Medida Provisória (MP) 1370/26, que condiciona o registro profissional de médicos à aprovação no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O texto passou nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e segue agora para a sanção presidencial.

    Instituída em junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a MP tinha validade de 120 dias, que venceria nesta sexta-feira (16), e precisava de aprovação parlamentar para ser mantida.

    Na Câmara, o relator da matéria, Doutor Luizinho (PP-RJ), lembrou que houve um aumento de 50% dos cursos de medicina nos últimos cinco anos. Ele explicou que, com a aprovação da MP, todos os estudantes de medicina serão avaliados no segundo, no quarto e no sexto ano do curso.

    “Diferentemente de uma prova de vestibular ou do exame da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], o novo exame vai permitir avaliar o aluno e a faculdade durante o curso. Teremos bons médicos se formando ao final deste curso”, disse o relator.

    “Com o tempo, a sociedade vai perceber quais são as boas e as más faculdades de medicina”.

    O texto prevê três provas durante a graduação em medicina. No segundo ano, será aplicada ao final do quarto semestre. No quarto ano, a prova será aplicada no final do oitavo semestre e antes do internato. E, por fim, uma última avaliação no 12º semestre, que corresponde ao final do sexto ano de graduação.

    A nota final será calculada pela média das três avaliações, com maior peso para a última prova. A Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica definirá os critérios, os pesos e o nível mínimo de proficiência.

    O exame verificará conhecimentos, habilidades e competências previstos nas diretrizes curriculares nacionais, considerando os princípios e as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Também fornecerá informações para a formulação de políticas públicas e para a fiscalização dos cursos.

    Quem não alcançar o nível mínimo de proficiência poderá refazer a terceira etapa do exame nas edições seguintes, com novo cálculo da média final. A primeira média acumulada das três avaliações constará do histórico escolar do estudante concluinte, e as faculdades poderão utilizar as notas em seus processos de avaliação acadêmica.

    A exigência valerá para estudantes que ingressarem em cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026, data de publicação da MP. Alunos já matriculados antes dessa data seguirão as regras anteriores. Médicos com diploma reconhecido no Brasil ficarão dispensados do exame.

    *Com informações da Agência Câmara de Notícias.

    Fonte: Agência Brasil (Agência Brasil*). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Fluminense vence Flamengo e abre vantagem na Copa do Brasil Feminina

    Fluminense vence Flamengo e abre vantagem na Copa do Brasil Feminina

    No primeiro Fla-Flu pelas quartas de final da Copa do Brasil Feminina, melhor para as tricolores. Na noite desta quinta-feira (15), o Fluminense venceu o Flamengo por 2 a 1 no clássico realizado no Estádio Luso-Brasileiro.

    O jogo de volta também será no estádio da zona norte do Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira (22), às 19h (horário de Brasília), mas com mando tricolor. Ao Flu, basta o empate para classificação às semifinais. O Rubro-Negro tem de ganhar por ao menos dois gols de diferença no tempo normal. Se o triunfo for por um gol, igualando a soma dos placares, a decisão será nos pênaltis.

    O Fluminense chegou a marcar duas vezes na etapa inicial, mas o primeiro gol foi anulado por impedimento. Aos 34 minutos, Lelê aproveitou a saída errada da goleira Vivi Holzel, que trombou com a zagueira Núbia, e mandou para o gol. O lance, porém, foi anulado por impedimento da atacante, após intervenção de Philip Georg Bennett, árbitro de vídeo da partida. A partida ficou paralisada por seis minutos.

    Aos 45, as tricolores, enfim, abriram o marcador. A atacante Raquel Fernandes cruzou da esquerda e a zagueira Nath Rodrigues apareceu na pequena área por trás da defesa rubro-negra para concluir no canto de Vivi Holzel.

    O Flamengo tentou responder logo na volta do intervalo. Aos 20 segundos do segundo tempo, Cristiane recebeu às costas da marcação e finalizou na saída da goleira Kemelli. A atacante, no entanto, estava bem adiantada e o gol foi anulado por impedimento.

    Aos nove minutos, as Meninas da Gávea foram novamente às redes. Desta vez, o gol valeu. Acionada por Fabi Simões na entrada da área pela direita, a também atacante Laysa sinalizou o cruzamento mas chutou direto, acertando o ângulo de Kemelli para deixar tudo igual no Luso-Brasileiro.

    Apesar do melhor momento rubro-negro, foi o Fluminense quem chegou ao segundo. Aos 18 minutos, a lateral Keké lançou na área desde a ponta direita, Lelê dominou de costas para a marcação e rolou para a volante Driely chutar rasteiro e acertar o canto direito de Vivi Holzel, que sequer se mexeu.

    A missão do Flamengo ficou mais difícil aos 39, quando a meia Mariana recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulsa. Mesmo com uma jogadora a menos, as Meninas da Gávea se lançaram a frente com a estreia da atacante paraguaia Fabíola Sandoval, que estava no Cruzeiro, mas de maneira desorganizada, sem sucesso. O Fluminense aproveitou a superioridade numérica para ter o controle do jogo até o apito final.

    Empate no Beira-Rio

    Na última quarta-feira (14), Internacional e Atlético-MG empataram por 1 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre. Os times se reencontram na próxima terça-feira (20), às 19h, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A decisão será nos pênaltis em caso de novo empate.

    A zagueira Giovanna Barraca colocou as Vingadoras à frente logo aos dois minutos do primeiro tempo e Pimenta quase ampliou aos 15 da etapa final, mas o segundo gol das mineiras foi anulado por toque de braço. Sete minutos depois, a também atacante Caty, de pênalti, evitou a derrota das anfitriãs.

    Nesta sexta-feira (16), ocorre o primeiro duelo entre Bahia e São Paulo. A bola rola no Batistão, em Aracaju, a partir de 19h. A segunda partida será na próxima quarta-feira (21), no mesmo horário, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

    Fonte: Agência Brasil (Lincoln Chaves – Repórter da EBC). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Corinthians abre Libertadores Feminina com vitória sobre Colo-Colo

    Corinthians abre Libertadores Feminina com vitória sobre Colo-Colo

    O Corinthians iniciou com vitória a caminhada em busca do sétimo título – o quarto consecutivo – da Libertadores Feminina, que está sendo disputada em Quito (Equador). Nesta quinta-feira (15), as Brabas derrotaram o Colo-Colo (Chile) por 2 a 0 no Estádio Casa Blanca, pelo Grupo A da competição. Foi o primeiro jogo desde o vice do Campeonato Brasileiro para o São Paulo, há 12 dias.

    O próximo compromisso do Timão será neste domingo (18), às 21h (horário de Brasília), contra o Caracas, novamente no Casa Blanca. O time venezuelano, porém, ainda não chegou ao Equador e relatou dificuldades para aprovação dos vistos das atletas para entrada no país.

    A Confederação Sul-Americana (Conmebol) adiou a estreia do Caracas, contra o colombiano Santa Fe, que seria nesta quinta (15), para meia-noite de sábado (17), no Casa Blanca. Questionada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da entidade sul-americana informou que a partida diante do Corinthians não teve alterações e que a previsão de chegada das venezuelanas é na manhã desta sexta-feira (16).

    ⚽💎 Estreia com vitória para as atuais campeãs da CONMEBOL #LibertadoresFEM. 😎 @asbrabas https://t.co/AiOAKohtnk

    — CONMEBOL Libertadores Femenina (@LibertadoresFEM) October 15, 2026

    A técnica Emily Lima poupou algumas titulares habituais das Brabas para a estreia. Após defenderem a seleção brasileira nos amistosos contra a Argentina, a volante Duda Sampaio e a atacante Jhonson iniciaram o jogo no banco de reservas, assim como a meia Gabi Zanotti. O trio deu lugar, respectivamente, a Dayana Rodríguez, Andressa Alves e Letícia Monteiro.

    As alvinegras se lançaram a frente e abriram o marcador cedo. Aos quatro minutos, Andressa Alves evitou a perda da posse na intermediária e lançou Vic Albuquerque. A atacante ganhou da zagueira Ángela Clavijo na velocidade e bateu da entrada da área, no canto da goleira Ryann Torrero.

    O time chileno, comandado pela brasileira Tatiele Silveira, tentou a reação com lançamentos buscando Yenny Acuña pela esquerda, às costas de Thaís Regina. Aos 12, ela driblou a zagueira, mas o chute, cruzado, saiu rente à trave. Sete minutos depois, a atacante invadiu a área e finalizou na saída de Lelê, mas a goleira corintiana fez ótima defesa.

    À medida que a primeira etapa transcorreu, as equipes acumularam erros. As jogadoras sentiram o peso dos 2.850 metros de altitude de Quito e encontraram dificuldades para encaixar os passes decisivos.

    🎯⚽ Golaço de Vic Albuquerque! @asbrabas saem na frente! CONMEBOL #LibertadoresFEMEnVivo https://t.co/miPkVAWscM

    — CONMEBOL Libertadores Femenina (@LibertadoresFEM) October 15, 2026

    O Corinthians voltou do intervalo com três mudanças. Entraram Duda Sampaio e as atacantes Ivana Fuso e Jaqueline nos lugares, respectivamente, de Letícia Monteiro, Gi Fernandes (que é lateral-direita) e Belén Aquino. Aos 18 minutos, Emily ainda colocou Ariel Godoi, mais uma jogadora de ataque, na vaga de Dayana Rodríguez.

    Mesmo com tantas trocas, foi necessário um pênalti para que o Corinthians, enfim, desencantasse. Aos 20 minutos, Jaqueline foi derrubada na área pela lateral Anaís Cifuentes. Após nada assinalar em campo, a árbitra equatoriana Jennifer Canchingre reviu o lance no vídeo e marcou a infração. A própria atacante – outra do Timão que estava com a seleção brasileira – cobrou e ampliou o placar.

    O segundo gol deu às Brabas a tranquilidade para administrar o resultado positivo. Ainda houve tempo para a volante Ana Vitória entrar em campo no lugar de Andressa Alves, em troca para reforçar a marcação alvinegra nos minutos finais e garantir os três pontos.

    Fonte: Agência Brasil (Lincoln Chaves – Repórter da EBC). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.