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Categoria: Cultura

  • Mostra Internacional de Cinema de SP começa nesta quinta-feira

    Mostra Internacional de Cinema de SP começa nesta quinta-feira

    A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, um dos maiores festivais de cinema do país, começa nesta quinta-feira (15). Neste ano, a Mostra, como é mais conhecida, comemora 50 anos.

    Para celebrar a data, o evento vai exibir 392 filmes de 93 países, além de promover exposições, lançamentos de livros, shows, debates, programação especial para crianças e o lançamento de um acervo próprio. O evento ocorre até 29 de outubro. Veja aqui informações sobre locais de exibição e compra de ingressos.

    Ao longo dessa meia década, a Mostra já apresentou ao público mais de 11.692 filmes. Além disso, ajudou a formar uma geração de cinéfilos, diretores e profissionais do cinema. Entre eles, está Rodrigo Teixeira, que ajudou a produzir sucessos como Ainda Estou Aqui, Me Chame pelo seu Nome e também Tigre de Papel – filme de James Gray que será exibido no festival.

    “A Mostra me formou como cineasta e me ajudou muito a me formar como ser humano”, disse ele durante a cerimônia de abertura do evento, na noite dessa quarta-feira (14). Em entrevista à Agência Brasil, Teixeira celebrou a data especial.

    “A Mostra celebra 50 anos, eu celebro 50 anos, minha empresa celebra 20 anos. Há 20 anos eu ganhei o prêmio de melhor filme aqui. Então, muitas datas se cruzam.”


    Cenas do Filme Tigre de Papel do cineasta James Gray. Foto: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação

    Autor do pôster da Mostra deste ano, o cineasta americano James Gray esteve presente na cerimônia de abertura para apresentar seu novo filme, Tigre de Papel, que acompanha a história de dois irmãos em busca do sonho americano que se envolvem com a máfia russa. “Eu amo este país. Essa não é a minha primeira vez aqui, que é um lugar maravilhoso.”

    Também apresentando seu novo filme, o cineasta Kleber Mendonça Filho destacou a relevância do festival. “A Mostra faz parte da vida de todos nós, brasileiros, que amamos cinema.”

    Seu novo filme é o curta Sul de Teerã, em que ele acompanha o cineasta Jafar Panahi por Nova York.

    “Estou muito feliz em apresentar, pela primeira vez, este filme no Brasil durante a Mostra de São Paulo. O festival toma ainda mais importância para nós ao reafirmar a importância da cultura do cinema neste momento tão dramático do país.”


    Cenas do Filme Sul de Teerã. Foto: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação

    Resistência

    Além da exibição de filmes de diversos países, a Mostra é também um espaço de resistência importante para o país, destacou o apresentador de TV Serginho Groisman.

    Groisman acompanha o evento desde a primeira exibição e, ao longo dos anos, transformou-se também no apresentador oficial das cerimônias de abertura do festival.

    “Vi a batalha do Leon Cakoff [fundador da Mostra] em transformá-la não só no lugar onde a gente entra e assiste a cinco filmes do mundo inteiro no mesmo dia, mas em um lugar assim de resistência. Foram muitas batalhas – e ele conseguiu fazer com que os filmes não passassem mais a ter censura prévia [como ocorria durante a ditadura], que é uma coisa muito importante”, ressaltou.

    Programação

    Entre os filmes programados para exibição na edição deste ano estão:

    • Amor Possível, vencedor do Leão de Prata do último Festival de Veneza;
    • Fjord, ganhador da Palma de Ouro em Cannes;
    • Mulher Desconhecida, Leão de Ouro no Festival de Veneza.

    A lista também inclui o brasileiro Feito Pipa, de Allan Deberton, escolhido para ser o representante do Brasil na disputa ao Oscar do próximo ano.

    Além da programação voltada ao público adulto, há três anos a Mostra promove sua Mostrinha, destinada ao público infantojuvenil.

    Neste ano, a Mostrinha apresentará 20 longas e um curta-metragem. Um dos destaques é o filme Clarice Vê Estrelas, escrito e dirigido por Letícia Pires e baseado em seu livro. Segundo a organização, 16 desses filmes são inéditos no Brasil.

    Fonte: Agência Brasil (Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Escritor Joaquim Arena preenche vazios de Europa negra invisibilizada

    Escritor Joaquim Arena preenche vazios de Europa negra invisibilizada

    Revelar uma Europa negra, apagada das narrativas oficiais, é o que propõe o autor luso-cabo-verdiano Joaquim Arena, que revisita a presença de africanos e seus descendentes no continente europeu por meio do livro Debaixo da nossa pele (2017).

    A partir de viagens por Portugal, arquivos e relatos, o escritor reconstrói trajetórias de personagens negros pouco conhecidos. A jornada também se cruza com a história da migração cabo-verdiana para Lisboa e com a trajetória do próprio escritor.

    Arena nasceu na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, em 1964. É filho de pai português e de mãe cabo-verdiana e viveu grande parte da sua vida em Lisboa. Em Portugal, ele se formou em direito e iniciou a carreira em jornalismo.

    O escritor está no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, às 17h30 desta quarta-feira (14).

    Autor de seis romances, traduzidos em várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles, vencedor do Prémio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023. Atualmente, reside em Cabo Verde, na cidade de Praia.

    Cabo Verde e Brasil

    Com o tema “Romance histórico: onde a realidade encontra a ficção”, o encontro gratuito propõe uma conversa sobre memória, pertencimento, identidade e as marcas do passado colonial que permanecem no presente.

    A partir da obra de Arena, o evento busca aproximar experiências históricas e culturais de Cabo Verde e do Brasil, dois países atravessados por deslocamentos populacionais, encontros entre diferentes culturas e pelas relações entre África e Europa.

    O autor conta que Debaixo da nossa pele fala da miscigenação e da circulação dos povos da África para a Europa. O público poderá perceber semelhanças com a formação do Brasil.

    “Debaixo da nossa pele fala dessa condição humana de deslocamento das pessoas de um país a outro, levadas por questões econômicas, sociais e políticas. O livro faz essa síntese, pois a circulação continua ainda hoje, é positiva, abre oportunidades de novas janelas de vida para muitas pessoas”, diz Arena.


    O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Preenchendo vazios

    Para o escritor, a história tem um poder atrativo mais forte do que o presente.

    “Sou levado a encontrar, no meio dos fatos históricos, os vazios. São esses vazios que eu pretendo preencher através da minha ficção. Aproveito episódios verídicos que são muito inspiradores para que nós imaginemos uma personagem. Fico com vontade de saber mais, senão eu invento a personagem”, afirma o autor.

    Arena conheceu a literatura brasileira aos 12 anos, com a obra de Jorge Amado. Ele se identificou com o livro Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, que também fez parte da sua formação. Para ele, foi uma porta de entrada de uma literatura que não era portuguesa, europeia nem africana.

    “Nós, das antigas colônias portuguesas, recebemos a literatura brasileira como uma janela para um mundo muito semelhante ao nosso”.

    “Jorge Amado, com sua Bahia, está na formação de muitos autores lusófonos na África. Depois, vamos crescendo e encontrando Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos. O romance da década de 30 fala dos retirantes, da seca. É uma realidade muito próxima da nossa”, diz Arena.

    O autor acredita que um clube de leitura é um reduto onde se mantém ainda uma magia e em que se ouve falar de invenções.

    “Há um pacto do autor com o público. O escritor sabe que o que ele inventou não existiu. O leitor sabe que o romance saiu da imaginação. Isso cada vez mais num mundo acelerado, com redes sociais, com streamings”.

    Fonte: Agência Brasil (Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Prêmio Jabuti anuncia finalistas da edição 2026; confira a íntegra

    Prêmio Jabuti anuncia finalistas da edição 2026; confira a íntegra

    A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, nesta quarta-feira (14), os finalistas de cada categoria da 68ª edição do Prêmio Jabuti.

    A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em evento para convidados na capital paulista, com transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.

    Além do Livro do Ano, serão premiadas obras em 23 categorias, distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.

    A edição deste ano conta com 4.675 obras e projetos inscritos. Clique aqui e confira a lista completa dos finalistas, no site oficial da premiação.

    No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.

    No eixo Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar.

    O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução.

    Já o eixo Inovação contempla Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

    Novidades

    A organização também revelou os cinco selecionados da nova categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. Os nomes foram definidos após votação popular encerrada em 9 de outubro.

    Esta 68ª edição traz também uma mudança relevante na disputa pelo Livro do Ano, principal distinção da premiação. A partir deste ano, obras inscritas nas categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer ao título.

    A presidente da CBL, Sevani Matos, afirmou que os finalistas desta edição representam a diversidade e a qualidade da produção literária e editorial brasileira:

    “O Prêmio Jabuti tem um papel importante nesse reconhecimento e em dar visibilidade aos profissionais que fazem parte de toda a cadeia do livro.”

    O curador do prêmio, Hubert Alquéres, destacou o trabalho dos jurados e o grande volume de obras que concorreram neste ano. Segundo ele, isso evidencia a importância e o prestígio do Jabuti.

    “O volume também reflete a grande qualidade da produção literária e editorial brasileira. Agradecemos profundamente aos jurados pela dedicação e pelo excelente trabalho para selecionar, entre tantas obras, os finalistas desta edição”, acrescentou.

    Premiação

    Além da estatueta e do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor do Livro do Ano poderá participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais durante o evento.

    Já os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.

    Confira a lista de finalistas abaixo.

    Literatura

    1.1 Conto

    • Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro | Autor(a): Marcos Vinicius de Paula | Editora(s): Viseu
    • Massaranduba | Autor(a): Abáz | Editora(s): Senac Rio
    • Minha estranha loucura | Autor(a): Evandro Luiz da Conceição | Editora(s): Todavia
    • Nego tudo: ficções súbitas | Autor(a): Andréa del Fuego | Editora(s): Companhia das Letras
    • Tranças de meninas: contos | Autor(a): João Anzanello Carrascoza | Editora(s): Alfaguara

    1.2 Crônica

    • A sangue quente: crônicas cariocas | Autor(a): Hermés Galvão | Editora(s): Labrador
    • Aproveitar a vida e suas dores | Autor(a): Contardo Calligaris “em memória” | Editora(s): Planeta do Brasil
    • Histórias miseráveis | Autor(a): José Castello | Editora(s): Maralto
    • Lugares para chorar no Recife e outros | Autor(a): DJ Dolores | Editora(s): Seja Breve Edições
    • Viagem no país da crônica | Autor(a): Humberto Werneck | Editora(s): Tinta-da-China Brasil

    1.3 Escritor Estreante – Poesia

    • História a que ninguém deu nome | Autor(a): Juliana Cajives | Editora(s): Mormaço Editorial
    • Lavra mareia | Autor(a): Camila Paoletti | Editora(s): Patuá
    • O silêncio é a música mais antiga do mundo | Autor(a): Kalu Coelho | Editora(s): Patuá
    • Radiografia das árvores | Autor(a): Ivana Fontes | Editora(s): Cachalote
    • Resto | Autor(a): George França | Editora(s): Urutau

    1.4 Escritor Estreante – Romance

    • Cantagalo | Autor(a): Fernanda Teixeira Ribeiro | Editora(s): Todavia
    • Horas azuis | Autor(a): Bruna Dantas Lobato | Editora(s): Companhia das Letras
    • Índigo | Autor(a): Juca Magalhães | Editora(s): Impressões de Minas
    • Pitangas verdes | Autor(a): Mariana Lobato Botter | Editora(s): Labrador
    • Sutura | Autor(a): Roberta Barbosa | Editora(s): Patuá

    1.5 Histórias em Quadrinhos

    • Daruma: identidade | Autor(a): Monge Han | Editora(s): Pitaya
    • Ouroboros | Autor(a): Luckas Iohanathan | Editora(s): Comix Zone
    • Reparações | Autor(a): Marcelo Lelis | Editora(s): Figura
    • Segue o baile | Autor(a): Magô Pool | Editora(s): Veneta
    • Você precisa saber de mim | Autor(a): Helena Cunha | Editora(s): nVersos

    1.6 Infantil

    • A baleia bailarina | Autor(a): Roberta Moysés | Editora(s): Mannú
    • A letra | Autor(a): Leo Cunha, Raquel Matsushita | Editora(s): Maralto
    • Alfabeto atrapalhado | Autor(a): Juliane Bortolucci | Editora(s): Asinha
    • Eletricista | Autor(a): Augusto Massi, Daniel Kondo | Editora(s): Elo
    • Meu | Autor(a): Alexandre Rampazo | Editora(s): Planeta do Brasil

    1.7 Juvenil

    • A descoberta que mudou minha vida | Autor(a): Ingrid Haas | Editora(s): InVerso
    • A escola do fim do mundo | Autor(a): Júlio Emílio Braz | Editora(s): Arte Literária
    • A única da sala | Autor(a): Tathyana Viana | Editora(s): FTD
    • Ana & Artur desvendam a China | Autor(a): Silvana Salerno | Editora(s): Editora do Brasil
    • Uma Maria | Autor(a): Shirley Souza | Editora(s): Xica Editorial

    1.8 Poesia

    • A dança áspera das raízes | Autor(a): Bárbara Mançanares | Editora(s): Praga
    • Antes de dar nomes ao mundo | Autor(a): Adriana Lisboa | Editora(s): Relicário
    • Boris e Marina | Autor(a): Alberto Martins | Editora(s): Companhia das Letras
    • Diáspora não é lar | Autor(a): Nina Rizzi | Editora(s): Pallas
    • O jardim das oliveiras | Autor(a): Adélia Prado | Editora(s): Record

    1.9 Romance de Entretenimento

    • Aranha movediça | Autor(a): Moacir Fio | Editora(s): Moinhos
    • Cartografia para caminhos incertos | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca
    • Instruções para desaparecer devagar | Autor(a): Flávia Iriarte | Editora(s): Faria e Silva
    • Moeda de troca | Autor(a): Lucas Mota | Editora(s): Rocco
    • O tesouro de Joaquim Nabuco | Autor(a): Fernando Lomardo | Editora(s): Obra Independente

    1.10 Romance Literário

    • Coração sem medo | Autor(a): Itamar Vieira Junior | Editora(s): Todavia
    • Dança de enganos | Autor(a): Milton Hatoum | Editora(s): Companhia das Letras
    • Meridiana | Autor(a): Eliana Alves Cruz | Editora(s): Companhia das Letras
    • Uma delicada coleção de ausências | Autor(a): Aline Bei | Editora(s): Companhia das Letras
    • Vez em quando, Billie Holiday | Autor(a): Evandro Affonso Ferreira | Editora(s): Record

    Não Ficção

    2.1 Artes

    • Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia
    • Expediente | Autor(a): André Sanches | Editora(s): Voar
    • Histórias da ecologia | Autor(a): Adriano Pedrosa, André Mesquita, Isabella Rjeille (Organizadores) | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
    • O devorador: Zé Celso, vida e arte | Autor(a): Claudio Leal (Organizador) | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
    • Vaqueiro de gibão | Autor(a): Pablo Pinheiro | Editora(s): Deu na Telha

    2.2 Biografia e Reportagem

    • A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990) | Autor(a): Rodrigo Faour | Editora(s): Record
    • Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno | Autor(a): Guilherme Damasceno, Juliano Spyer, Raphael Khalil | Editora(s): Record
    • João Gilberto e a insurreição Bossa Nova: outros lados da história | Autor(a): Tárik de Souza | Editora(s): L&PM
    • Quem é essa mulher? : uma biografia de Zuzu Angel | Autor(a): Virginia Siqueira Starling | Editora(s): Todavia
    • Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras

    2.3 Economia Criativa

    • A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo
    • Economia Azul e cidades: uma introdução | Autor(a): Rinaldo Gama, Tomas Alvim (Organizadores) | Editora(s): BEĨ
    • Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural | Autor(a): Fernando Antonio Prado Gimenez | Editora(s): Caravana Grupo Editorial
    • Inovação com propósito: negócios com impacto social | Autor(a): Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha, Clayton Pedro Capellari (Organizadores) | Editora(s): Belas Artes
    • Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil | Autor(a): Walter Barretto Jr. | Editora(s): Obra Independente

    2.4 Educação

    • A esperança a gente planta | Autor(a): Alexandre Coimbra | Editora(s): Planeta do Brasil
    • Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes | Autor(a): Hugo Monteiro Ferreira | Editora(s): Autêntica
    • Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações | Autor(a): Clovis Luciano Teixeira | Editora(s): Obra Independente
    • Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben
    • Inspiração Griot: por uma educação antirracista | Autor(a): Sinara Rúbia | Editora(s): Malê Edições

    2.5 Negócios

    • De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual | Autor(a): Ariane Abdallah | Editora(s): Portfolio-Penguin
    • Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia | Autor(a): Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Pedro S. Malan (Organizadores) | Editora(s): História Real
    • Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição | Autor(a): Gabriela Blanchet | Editora(s): Bambual
    • Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record
    • O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos | Autor(a): Adriana Alves | Editora(s): Planeta do Brasil

    2.6 Saúde e Bem-Estar

    • A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia
    • A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso? | Autor(a): Alexandre Kalache | Editora(s): Vestígio
    • As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar | Autor(a): Carolina Delboni | Editora(s): Summus Editorial
    • O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade | Autor(a): Gustavo Arns, Leandro Karnal | Editora(s): Record
    • Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la | Autor(a): Jessé Souza | Editora(s): Civilização Brasileira

    Produção Editorial

    3.1 Capa

    • Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones | Capista: Daniel Brito | Editora(s): Olhares
    • Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
    • Mano a Mano | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras
    • O devorador: Zé Celso, vida e arte | Capista: Mateus Valadares | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
    • Vaqueiro de gibão | Capista: Beatriz Matuck | Editora(s): Deu na Telha

    3.2 Ilustração

    • Eletricista | Ilustrador(a): Daniel Kondo | Editora(s): Elo
    • Gran Circo | Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): ÔZé
    • Guernica: a arte em busca da paz | Ilustrador(a): Vinicius Sabbato | Editora(s): Via Lúdica
    • Pantaleão e Serapião | Ilustrador(a): Alexandre Camanho | Editora(s): Passarinho
    • Pinóquio | Ilustrador(a): Gonzalo Ivar Cárcamo Luna | Editora(s): Figura

    3.3 Projeto Gráfico

    • Dobra | Responsáveis: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac
    • Moscou feliz | Responsáveis: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
    • O capital | Responsáveis: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
    • O Inventor de livros: Aldo Manuzio, Veneza e seu tempo | Responsáveis: Casa Rex | Editora(s): Ateliê Editorial, Mnema
    • Wendy Andrade: eu consigo te ver feliz | Responsáveis: Carlos Bocai, Julia B. Aguiar, Lucas D’Ascenção | Editora(s): Act.

    3.4 Tradução

    • O Cantar de Roldão: chanson de Roland | Tradutor(a): Ronald Costa | Editora(s): Ateliê Editorial, EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia)
    • O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
    • O retorno do Barão de Wenckheim | Tradutor(a): Zsuzsanna Spiry | Editora(s): Companhia das Letras
    • Os irmãos Karamázov | Tradutor(a): Cecília Rosas, Lucas Simone | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
    • Plotino Enéadas | Tradutor(a): Juvino Alves Maia Junior | Editora(s): Nova Acrópole

    Eixo: Inovação

    4.1 Incentivo à Leitura – Projeto

    • A cidade da gente | Responsável(eis): Otavio
    • A Feira do Livro 2025 | Responsável(eis): Associação Quatro Cinco Um
    • Cartovivências nas periferias da cidade | Responsável(eis): Ricardo Barbosa da Silva
    • Programa de rádio Universo Literário | Responsável(eis): Fábia Pereira Lima
    • Semana Literária Sesc e Feira do Livro | Responsável(eis): Mayara Elisa de Lima Cirico

    4.2 Livro Brasileiro Publicado no Exterior

    • A terra dá, a terra quer | Editora(s): Ubu, Editions Wildproject
    • Água turva | Editora(s): Companhia das Letras, Suhrkamp Verlag
    • O som do rugido da onça | Editora(s): Companhia das Letras, Liveright/ Norton
    • Os substitutos | Editora(s): Companhia das Letras, Métailié
    • Via Ápia | Editora(s): Companhia das Letras, Farrar, Straus & Giroux

    4.3 Incentivo à Leitura – Cultura Digital

    Matéria ampliada às 8h55 do dia 16/10, para inclusão do item 4.3 Incentivo à Leitura – Cultura Digital

    Fonte: Agência Brasil (Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Cultura gratuita é uma das principais demandas para novos governantes 

    Cultura gratuita é uma das principais demandas para novos governantes 

    Aumentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espetáculos e exposições, é a principal expectativa dos brasileiros em relação às políticas públicas de cultura, segundo a pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos próximos governantes.

    O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constituição Federal, nem todas as pessoas têm acesso igual à cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso.

    Os dados revelam que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por mês, R$ 100 com cultura. Outro fator é o medo da violência.

    “Como é possível observar por meio dos dados, o acesso à cultura realmente ainda é bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioeconômica ou até mesmo de níveis de escolaridade entre os brasileiros”, diz a coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso.

    “Apesar das disparidades, tais dados não significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor à cultura; ao contrário, o que a pesquisa mostra é que existem barreiras que vão além da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso”, acrescenta.

    Demandas

    Nesse cenário, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela que um terço da população (32%) quer a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas.

    São citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, ampliação ou modernização dos equipamentos existentes, além do financiamento e incentivo à produção cultural independente, por 26%.

    Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%) pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valorização e formação de artistas e profissionais da cultura (21%).

    “Os dados indicam que existem caminhos para avançar, tanto no que se refere à importância de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na própria expectativa e entendimento da população sobre o direito cultural, uma vez que 32% da população dizem não saber que o acesso à cultura está garantido na Constituição e 27% afirmam não saber o que significa ter direito à cultura”, ressalta Cardoso.

    Acesso à cultura

    O acesso à cultura é direito de toda a população brasileira, garantido na Constituição Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso.

    Apesar de garantido, esse acesso é desigual – 97% dos entrevistados das classes A e B participaram de alguma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros.

    Já entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%.

    Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferença cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferença de 45 pontos percentuais.

    Um terço dos entrevistados (33%) disse que sequer há a opção de equipamentos culturais na região onde moram.

    Cultura é cara

    O preço, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados.

    Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente até R$ 100 com cultura.

    Outros 14% gastam entre R$ 101 e R$ 150; 15% desembolsam entre R$ 151 e R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400.

    Falta de segurança

    De acordo com o levantamento, a insegurança e a violência aparecem em segundo lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de horário (23%), cansaço e desânimo (21%), distância dos eventos (19%), lotação (19%) e falta de transporte (16%).

    O medo de assaltos ou furtos na região dos eventos culturais é apontado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espaços culturais é mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%.

    A violência contra as mulheres ou assédio nos espaços culturais é outro fator relevante. A questão foi apontada por 27%. O índice avançou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupação é manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens.

    Sobre a pesquisa

    A 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais foi feita pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha. Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D/E, residentes em todas as regiões brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 municípios, entre 7 e 20 de julho de 2026.

    Fonte: Agência Brasil (Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Cantor de axé Netinho morre em Salvador aos 60 anos

    Cantor de axé Netinho morre em Salvador aos 60 anos

    O cantor de axé Netinho morreu, aos 60 anos, nesta terça-feira (13), no Hospital Aliança Star, em Salvador, Bahia. A notícia foi confirmada pela assessoria do artista.

    Um dos maiores destaques do axé music, com sucessos como Milla, Fim de Semana, Menina e Beijo na Boca, estava internado após a volta de um linfoma não Hodgkin, câncer no sistema linfático, diagnosticado em 2025.

    “É com uma tristeza que corta a alma que comunicamos o falecimento do cantor Netinho, ocorrido na manhã de hoje.”

    De acordo com a assessoria, o quadro clínico evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, o que provocou a morte.

    “Nos últimos meses, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.”

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    Um post compartilhado por Netinho Oficial (@netinhooficialbrasileiro)

    O horário e o local do velório e da cremação do corpo do artista não foram divulgados, mas deve ocorrer de forma reservada.

    “Por desejo expresso do próprio Netinho, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.”

    Perfil

    Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido como Netinho, nasceu na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, no dia 12 de julho de 1966. Foi como vocalista da Banda Beijo quando iniciou a carreira em 1988, aos 22 anos, com estreia no circuito do Carnaval.

    Na época gravou o primeiro disco com a banda e o sucesso se espalhou pelo Brasil com a canção Beijo na Boca, o que deu projeção nacional à banda baiana.

    “Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível. Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre”, postou a assessoria.

    Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

    Fonte: Agência Brasil (Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • A Margem do Rio e Elza vencem principais prêmios do Festival do Rio

    A Margem do Rio e Elza vencem principais prêmios do Festival do Rio

    O cinema brasileiro foi o protagonista da noite de encerramento da 28ª edição do Festival do Rio, que anunciou os vencedores dos Troféus Redentor após dez dias de programação em salas de diferentes regiões da cidade.

    A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, recebeu o prêmio de melhor longa-metragem de ficção, enquanto Elza, de Eryk Rocha, foi escolhido como melhor longa-metragem documentário. A organização informou que o festival recebeu mais de 150 mil pessoas nesta edição.

    Na cerimônia realizada no tradicional Cine Odeon, no centro do Rio, a premiação reuniu produções que abordam diferentes experiências sociais e culturais brasileiras.

    Elza

    Filho do cineasta Glauber Rocha, Eryk Rocha recebeu o Redentor pelo documentário, que teve sua estreia mundial no festival.

    Em entrevista após a cerimônia, o diretor falou sobre o longo processo de realização do filme, construído em estreita colaboração com Elza Soares, uma das artistas mais marcantes da música brasileira.

    “Eu tô muito, muito emocionado, porque foi a estreia mundial do filme. Ele nasceu aqui, no Rio, na cidade da Elza, na minha cidade”, afirmou.

    Segundo o diretor, o projeto atravessou anos de trabalho e incluiu oito anos de filmagens com a cantora. A produção acompanha a trajetória de Elza Soares a partir de sua própria voz, articulando memórias pessoais, música e imagens de arquivo.

    “É um filme que fala sobre a mulher brasileira, a mulher negra brasileira, fala sobre o Brasil, sobre a luta”, disse Eryk.

    O cineasta explicou que a narrativa procura relacionar a história da cantora à trajetória do país e às transformações vividas por diferentes gerações. O documentário também incorpora imagens de filmes latino-americanos, que dialogam com as memórias e o imaginário da artista.

    Para Eryk, o cinema tem a capacidade de reunir linguagens e dimensões históricas.

    “O cinema é uma linguagem muito potente, muito rica”, afirmou. “Esse filme coloca em confluência o cinema, música e a própria história do Brasil.”

    O diretor também destacou a proximidade construída com a família de Elza durante a realização do longa. Segundo ele, o acesso à intimidade da artista representou uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, um dos maiores presentes de sua trajetória profissional.

    Melhor ator

    O prêmio de melhor ator foi para Victor di Marco, por London, filme que teve estreia mundial no Festival de Veneza, em setembro, antes de chegar ao Festival do Rio.

    Ator, roteirista e diretor, di Marco aproveitou o discurso de agradecimento para falar sobre capacitismo e as barreiras enfrentadas por artistas com deficiência no mercado audiovisual.

    “Eu sou um ator com deficiência e falo isso com muito orgulho”, declarou.

    O artista contou que ouviu, no início de sua trajetória, que não poderia atuar por não ter o chamado “corpo de ator”. A experiência, segundo ele, o levou a desenvolver uma técnica própria de interpretação.

    “Eu desenvolvi uma técnica minha, porque a deficiência pode ser uma inteligência”, afirmou.

    Ao dedicar o prêmio à avó, que assistia a novelas com ele e o incentivava a reproduzir as cenas, Victor ressaltou a importância do apoio recebido durante sua formação. O ator também defendeu a ampliação das possibilidades de representação de pessoas com deficiência nas telas.

    “A deficiência é algo sexy e a deficiência é o futuro”, disse.

    Outros prêmios

    Na categoria de melhor atriz, o júri concedeu o prêmio ex aequo — quando há vencedoras empatadas — a Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês.

    As duas atrizes têm trajetórias ligadas ao teatro e à construção de personagens em diferentes linguagens. O reconhecimento compartilhado foi um dos destaques da lista de vencedores da Première Brasil.

    Pedro Goifman recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante por A Professora de Francês. Já Renna Costa, Artia e Ísis Broken dividiram o prêmio de melhor atriz coadjuvante por A Margem do Rio, que também foi reconhecido em categorias técnicas, incluindo fotografia e som.

    Na direção, Gabriel Martins venceu por Vicentina Pede Desculpas, que também recebeu o prêmio de melhor roteiro. Camila Valença foi premiada pela direção de documentário por Cão Sem Plumas.

    Além dos resultados artísticos, a cerimônia destacou a importância das condições de formação e financiamento para a realização de filmes brasileiros. Em seus discursos, realizadores ressaltaram os percursos necessários para chegar à produção de uma obra e a contribuição de espaços de exibição e debate para o desenvolvimento do cinema.

    Festivais como o do Rio funcionam como plataformas de encontro entre realizadores, profissionais do setor, imprensa e público. Também ajudam a apresentar filmes inéditos, estimular discussões sobre linguagem e representação e aproximar produções brasileiras de programadores e agentes do circuito internacional.

    O balanço divulgado pela organização aponta a exibição de 101 filmes brasileiros, entre longas e curtas-metragens. Desse total, 45 participaram das mostras competitivas oficiais.

    O público também escolheu seus favoritos em cinco categorias. Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo, venceu como melhor longa-metragem documentário pelo voto popular, enquanto Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, foi escolhido como melhor longa-metragem de ficção.

    Na Mostra Expectativa, o filme mais votado pelo público recebe o Prêmio Aquisição TV Globo. Já o vencedor de melhor filme da Première Latina recebe o Prêmio Aquisição Telecine, que prevê uma janela de distribuição.

    Principais premiados do Festival do Rio 2026

    Júri Oficial — Première Brasil

    • Melhor longa-metragem de ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias.
    • Melhor longa-metragem documentário: Elza, de Eryk Rocha.
    • Melhor curta-metragem: Santo, de Maria Luísa Alves.
    • Melhor direção de ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas.
    • Melhor direção de documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas.
    • Melhor ator: Victor di Marco, por London.
    • Melhor atriz: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês.
    • Melhor ator coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês.
    • Melhor atriz coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio.
    • Melhor roteiro: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.
    • Melhor fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio.
    • Melhor direção de arte: Ana Paula Cardoso, por Funk.
    • Melhor figurino: Samy Sill, por London.
    • Melhor som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio.
    • Melhor trilha sonora original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês.
    • Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite.

    Voto popular

    • Melhor longa-metragem de ficção: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.
    • Melhor longa-metragem documentário: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.

    Fonte: Agência Brasil (Anna Karina de Carvalho – repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Patrimônio cultural, Círio de Nazaré reúne fiéis e turistas em Belém

    Patrimônio cultural, Círio de Nazaré reúne fiéis e turistas em Belém

    No mês de outubro, a programação do Círio de Nazaré mobiliza fiéis, turistas e inúmeras pessoas atraídas pelo sentimento de fé, união, esperança e amor ao próximo. Muito mais do que uma comemoração religiosa, a celebração nazarena é considerada patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

    São mais de 200 anos de história, cujo início se deu com a trajetória do caboclo Plácido, que, segundo a devoção popular, encontrou uma pequena imagem de Nossa Senhora às margens do Igarapé Murutucu.

    O historiador Márcio Neco destaca que é possível perceber inúmeros elementos da identidade paraense e amazônica no Círio:

    “A culinária, o artesanato nos brinquedos de miriti, as festas que fazem parte do calendário cultural da cidade no período do Círio, expressões, vocabulários, a maneira como as pessoas se tratam e acolhem umas às outras e a religiosidade.”

    No século 18, o caboclo Plácido percebeu um milagre. Ele havia levado para casa a imagem que encontrou às margens do igarapé. Mas ela desapareceu e foi encontrada novamente no mesmo local onde havia sido localizada. Essa área hoje é onde estão os fundos da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré, marco final do percurso da tradicional procissão deste domingo (11).

    A história se repetiu outras vezes. Mesmo quando a imagem foi levada para outros lugares, ela teria retornado ao igarapé. Diante da tradição de que Nossa Senhora desejava permanecer naquele local, foi construída uma ermida, dando início à devoção que cresceria ao longo dos anos.

    A universitária e devota Stephany Beatriz fala sobre a fé e o significado do Círio para ela:

    “A minha relação com a Nossa Senhora de Nazaré começou através da minha família muito tempo atrás, desde quando eu era bem bebezinha, e foi crescendo ao longo da minha vida. Com o passar dos anos, essa devoção se tornou cada vez mais forte e hoje Nossa Senhora faz parte da minha história, da minha família e das minhas orações. Para mim, o Círio é um momento de fé, esperança e, principalmente, de gratidão por tudo aquilo que Deus e Nossa Senhora têm feito por nós.”

    O Círio de Nazaré 2026 tem como tema “Maria, Mãe Missionária que nos dá Jesus” e uma programação de 14 procissões realizadas entre os dias 7 e 26 de outubro. A principal romaria começou no início da manhã, após a missa na Catedral Metropolitana de Belém. O percurso de 3,6 quilômetros segue até a Basílica Santuário de Nazaré, com duração estimada de seis horas e expectativa de reunir 2,3 milhões de fiéis.

    A organização contou com bloqueios de trânsito, ordenamento dos componentes da procissão e postos de atendimento da Cruz Vermelha e da Defesa Civil ao longo do trajeto.

    Ouça na Radioagência Nacional:

    Fonte: Agência Brasil (Gabriel Nascimento – Repórter da Rádio Cultura FM). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Santuário de Aparecida terá missas, consagração e procissão no feriado

    Santuário de Aparecida terá missas, consagração e procissão no feriado

    Nesta segunda-feira (12), Dia da Nossa Senhora Aparecida, o Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, comemora a Festa da Padroeira do Brasil. O santuário preparou missas, consagrações e procissões para o feriado.

    A expectativa é de superar o público de 2025, que chegou a cerca de 500 mil fiéis. O grande número de pessoas deve movimentar cerca de R$ 3,59 bilhões no turismo paulista, segundo o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET).

    A festa deste ano tem como tema Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra!. Desde o dia 3 de outubro, o espaço religioso realiza pregações, novenas, atividades culturais e orações coletivas.

    A programação da segunda-feira terá sete missas e às 9h acontece a Missa Solene, a principal celebração litúrgica do dia em homenagem à Padroeira do Brasil.

    O Santuário Nacional estruturou suas instalações com diversos serviços, ambientes de recepção e uma extensa programação especial.

    Entre esta sexta-feira (9) e segunda, período de maior fluxo de pessoas, a Tenda dos Peregrinos estará em pleno funcionamento dedicada ao acolhimento e bem-estar dos visitantes.

    O espaço contará com o suporte de voluntários para prestar atendimentos de saúde, massagens, alongamentos, lavagem dos pés e recepção fraterna. As inscrições para a tenda, porém, já estão esgotadas.

    Confira a programação do Santuário Nacional para o dia 12 de outubro:

    • 00h – Vigília Mariana
    • 04h45 – Toque dos Sinos
    • 05h – Missa
    • 07h – Missa
    • 09h – Missa Solene
    • 12h – Toque dos Sinos
    • 12h – Missa das crianças
    • 14h – Missa
    • 15h – Consagração solene – Basílica Histórica
    • 16h – Missa
    • 18h – Missa de encerramento
    • 19h30 Procissão solene e Show Pirotécnico

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil (Matheus Crobelatti*). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Festival do Rio chega ao último fim de semana

    Festival do Rio chega ao último fim de semana

    O Festival do Rio chega ao último fim de semana com a expectativa de superar o público de 140 mil pessoas que participaram da edição passada. O evento trouxe mais de 350 filmes na programação.

    Realizada entre 1º e 11 de outubro, a 28ª edição reúne produções brasileiras e internacionais, pré-estreias, sessões especiais, debates e encontros com profissionais do setor audiovisual, em 28 salas e espaços culturais do Rio de Janeiro e de Niterói.

    Um dos principais encontros do calendário cinematográfico brasileiro, o Festival do Rio funciona como vitrine para novos realizadores, espaço de circulação de filmes independentes e oportunidade de aproximação entre cineastas e público.

    A programação também leva exibições a diferentes regiões da cidade, com atividades gratuitas e sessões voltadas à formação de novas plateias.

    Cinema nacional

    Entre os títulos brasileiros exibidos nesta edição está Justino: Nos Bastidores do Reino, de José Eduardo Belmonte, apresentado na Première Brasil Hors-Concours, seleção de filmes exibidos fora da competição. A produção conquistou dois Kikitos e uma menção honrosa no Festival de Cinema de Gramado.

    Produzido por Nilson Rodrigues, o longa acompanha a trajetória de Justino, jovem da periferia que encontra na religião a possibilidade de transformar a própria realidade. Ao longo dos anos, ele participa da expansão internacional de uma poderosa instituição religiosa, constrói uma carreira como pastor e acaba afastado da igreja após uma revelação. Após 15 anos, o protagonista decide revisitar o passado.

    Filmado no Brasil e em Portugal, o filme atravessa diferentes períodos entre as décadas de 1960 e 1990 e aborda fé, poder, intolerância, preconceito e as relações construídas em torno das instituições religiosas. O elenco reúne Christian Malheiros, Caio Blat, Larissa Nunes, Onna Silva, Lucas Leto, Bruno Garcia, Angel Ferreira e Antônio Pitanga.

    Para Nilson Rodrigues, a obra contribui para compreender transformações culturais e religiosas do país.

    “É um filme necessário, fundamental para entender o processo cultural do país nas últimas décadas e o crescimento do universo neopentecostal. Uma história real, vista por Mário Justino, que viveu e viu por dentro como se formou um dos maiores impérios do neopentecostalismo no Brasil”, afirma o produtor.

    Formação de plateia

    Rodrigues também destaca a importância do festival para a circulação das produções nacionais. No ano passado, ele participou do evento com Honestino, experiência que, segundo ele, ajudou a ampliar a divulgação do filme e a impulsionar seu lançamento nas salas de cinema:

    “Esse festival é fundamental para o cinema brasileiro. No ano passado, participamos com o filme Honestino, o que foi muito importante para ampliar sua divulgação e impulsionar o lançamento nas salas de cinema”, diz.

    A formação de plateias, especialmente entre os jovens, é outro desafio apontado pela direção do festival. Durante uma sessão de gala nesta semana, a diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago, chamou a atenção para a dificuldade de aproximar o público brasileiro de histórias que dialogam com as experiências e angústias da juventude.

    “A gente tem poucos filmes que conversam sobre a vida dos nossos jovens e todas as angústias que isso significa. Conquistar o público brasileiro para estes filmes não é fácil. Demanda dedicação, risco e fé”, avalia.

    Um dos títulos que integram essa proposta é As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, dirigido por Diego Freitas e protagonizado por Any Gabrielly e Giulia Be. Baseado no livro de Fernanda Castro e Silva, o longa aborda amizade, luto e recomeço.

    Na trama, Gabi, personagem de Any Gabrielly, é uma jovem tímida que prefere a segurança da rotina. Após a morte da melhor amiga, Julia, interpretada por Giulia Be, ela recebe dez cartas com desafios deixados pela amiga. Cada mensagem a incentiva a enfrentar os próprios medos, experimentar novas experiências e aprender a lidar com a perda.

    A presença de produções voltadas a diferentes faixas etárias reforça a preocupação do festival em ampliar o contato com o cinema para além do público já habituado às salas e aos circuitos especializados.

    Asghar Farhadi

    A programação também recebeu o diretor iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de melhor filme internacional, por A Separação e O Apartamento. Em sua primeira visita ao Brasil, o cineasta apresentou Contos Paralelos (Parallel Tales), que teve estreia mundial na competição oficial do Festival de Cannes deste ano.

    Estrelado por Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Virginie Efira, Vincent Cassel, Adam Bessa e India Hair, o longa acompanha uma escritora em crise criativa que passa a observar os vizinhos em busca de inspiração para um romance. A chegada de um jovem contratado para ajudá-la nas tarefas cotidianas transforma a observação em interferência, aproximando ficção e realidade.


    Diretor iraniano Asghar Farhadi no Festival do Rio. Foto: Anna Karina de Carvalho/Agência

    Mercado audiovisual

    Além das exibições, o RioMarket, área de negócios do festival, promove encontros e debates sobre financiamento, políticas industriais, coproduções e internacionalização do audiovisual brasileiro.

    “O setor movimentou R$ 81,1 bilhões na economia brasileira em 2025, o equivalente a 0,64% do Produto Interno Bruto (PIB). Os números são de um estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF)”, ressalta a diretora do Festival do Rio e do Rio Market, Walkiria Barbosa.

    Ela descreve que o volume de recursos evidencia o peso econômico de uma cadeia que envolve produtoras, profissionais técnicos e artísticos, distribuidores, exibidores e empresas de serviços.

    “Nesse contexto, festivais como o do Rio contribuem para dar visibilidade às obras, aproximar realizadores de agentes do mercado e estimular oportunidades de negócios”, disse Walkiria.

    Fonte: Agência Brasil (Anna Karina de Carvalho – repórter da Agência Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.

  • Reality show Duelo de Guitarras destaca perfil de Lucas Moscardini

    Reality show Duelo de Guitarras destaca perfil de Lucas Moscardini

    Finalista do reality show musical Duelo de Guitarras, o metaleiro moderno Lucas Moscardini é o destaque da penúltima edição do programa neste sábado (10), às 13h30, na TV Brasil. O episódio inédito traça um panorama sobre a jornada do guitarrista no decorrer da produção.

    Habilidoso e veloz, o Mosca fez amigos e entregou muita música de qualidade durante suas performances na atração apresentada pela emissora pública. O especial recorda as disputas que ele travou no decorrer das batalhas musicais.

    Capaz de executar centenas de notas precisas por segundo e de tirar muita emoção da guitarra, o artista foi desafiado a tocar ritmos muito fora de sua zona de conforto. Ainda assim, o jovem mostrou talento, superou obstáculos ao longo do programa e chegou à grande disputa final do reality show com méritos.

    Conhecido como Mosca, o carioca Lucas Moscardini, 29 anos, toca guitarra há 15. “Tentei pensar o reality como um novo desafio e aprendizado. Quero conseguir representar a brasilidade”, opina sobre a sua participação no programa em que teve a chance de tocar com o veterano Victor Biglione.

    Ele encarou com Pedro Hills, na final da competição, no xote e rock clássico. Na fase anterior, na semifinal, Lucas Moscardini duelou com Lui Rabello no blues e também no xote. Ainda na primeira fase, enfrentou a capixaba Gabi Terra no heavy metal e a baiana Lui Rabello na bossa e jazz.

    Depoimentos do participante no programa

    O guitarrista se emocionou ao chegar à decisão do reality show musical.

    “A gente está aprendendo com cada pessoa que a gente toca e a cada feedback. Sempre dá aquele nervosismo e a dificuldade agora mexe com a gente. Particularmente estou emocionado em estar na final”, afirma.

    Durante a mentoria na semifinal, com os jurados Navalha Carrera e João Gaspar, ele experimenta colocar em prática as dicas. “Estou estudando quais caminhos seguir. Tentei ouvir cada detalhe dos comentários na mentoria. Assim, você já vai com mais confiança, identifica os pontos fortes e fracos e o que você precisa trabalhar”, relata o concorrente.

    Lucas Mosca também fala sobre seu trabalho autoral. “Hoje em dia, toco um nicho de rock bem pesado que é o metal moderno. O metal é um gênero conhecido por ser muito técnico. Então, tenho que agradar aos jurados, mas não posso perder a minha identidade. Só penso em me divertir”, declara.

    Sobre o programa

    Formado por 16 episódios, o reality show musical Duelo de Guitarras promove disputas entre seis artistas que tocam estilos diversos em busca da premiação na guitarra elétrica. O novo formato foi criado pelo produtor Julio Carvana com o diretor Marcio Vianna, que assina o roteiro. O programa inédito na telinha é conduzido pelo apresentador Dimi, guitarrista e entusiasta do instrumento.

    No papel dos jurados, a produção convidou duas figuras com grande destaque no cenário brasileiro, virtuoses na guitarra com grande domínio dos estilos musicais e muito conhecimento sobre a história de cada ritmo: Navalha Carrera e João Gaspar. Eles atuam como mentores dos seis participantes.

    O primeiro critério considerado pelos jurados é a técnica e a precisão, com valor de 5 e 10 pontos. Depois, eles também avaliam a emoção e a criatividade com a mesma pontuação. Durante o programa, os competidores comentam as apresentações dos colegas e manifestam suas impressões. Os próprios participantes também analisam seu desempenho no palco.

    Concorrentes

    Pedro Hills – Roqueiro clássico, fã dos grupos da década de 1960 e 1970, participa de uma banda com o irmão.
    Roger Oliveira – Carioca do subúrbio, começou tocando na Igreja e mostra versatilidade nos ritmos.
    Gabi Terra – Capixaba que tem um trabalho autoral forte, com sonoridades experimentais.
    André Sampaio – Ex-guitarrista da consagrada banda Ponto de Equilíbrio, experiente em ritmos africanos e não convencionais.
    Lui Rabello – Baiana foi integrante por 16 anos da Banda Altas Horas, do programa homônimo e, com isso, ganhou muita agilidade para improvisar e encontrar sua expressão em qualquer ritmo.
    Lucas Moscardini – Metaleiro moderno, capaz de executar centenas de notas precisas por segundo e de tirar muita emoção da guitarra.

    Dinâmica da atração

    O sexteto convive numa casa equipada com estúdio de gravação e com áreas para conversar, ensaiar e criar. Os guitarristas participam de vivência artística com direito a workshops ministrados por experientes profissionais.

    Durante todo o processo, os guitarristas eliminados seguem na casa e no convívio diário de atividades para apoiar os finalistas, torcer pelos colegas e mostrar também seu talento em jams e ensaios descontraídos.

    Muito mais que uma competição, Duelo de Guitarras é um reality inovador em que o aprendizado e a criação artística convidam o público a conhecer mais sobre os ritmos e sobre o instrumento, além de poder acompanhar os músicos cheios de personalidade e talento. De acordo com o apresentador Dimi, “essa é uma competição onde um guitarrista vence, mas ninguém sai perdendo”.

    Os artistas têm tempo livre durante as gravações e, entre outras convivências, decidiram reformar uma guitarra antiga que estava na casa apenas como objeto cenográfico, revelando também essa competência. As ações foram gravadas e entraram na edição do programa.

    Os competidores puderam, um de cada vez, tocar com o veterano Victor Biglione na sua visita ao reality. O resultado foi um dia de solos que passam por todos os ritmos abordados na temporada, com muita emoção compartilhada pelo sexteto.

    Para trazer mais diversão e transformar o reality num jogo lúdico, diversas dificuldades aleatórias são sorteadas pelos participantes, tirando cada um deles da sua zona de conforto e convidando-os a mergulhar no universo do improviso. Entre as surpresas do jogo estão desafios como executar o solo sem uma palheta ou apenas com parte das cordas da guitarra, por exemplo.

    O resultado é uma viagem musical com muito aprendizado para quem participa e também para quem assiste, porque são apresentadas, numa linguagem simples e popular, as nuances do instrumento e os caminhos da criação artística.

    Valorização do conteúdo independente

    O reality show Duelo de Guitarras ganha exibição semanal inédita na programação da TV Brasil desde o início de julho. O programa foi realizado por meio do Prodav. A emissora pública é um dos canais que mais apresenta produções independentes nacionais. Além de ser uma grande apoiadora das obras dessa natureza no mercado audiovisual do país, a TV Brasil ainda fomenta novos realizadores.

    Ao vivo e on demand

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize.

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

    Fonte: Agência Brasil (TV Brasil). Notícia reproduzida com crédito, conforme as regras da agência.